Muitos consumidores
potenciais do GNV acabam não convertendo os seus veículos
pelo receio de que possa existir risco de explosão no
uso deste gás combustível. Este medo não
tem fundamento pois o GNV, utilizado como combustível
alternativo à gasolina, ao álcool ou ao diesel,
é um produto distinto do GLP (Gás Liquefeito de
Petróleo) que é usado nas residências.
Os raros casos de
acidente com uso de gás como combustível em veículos
foram registrados com o GLP, instalado de forma inadequada.
Com o GNV, não há registro de acidentes no Brasil.
Comparativamente
ao álcool e a gasolina, o GNV oferece menor risco de
explosão devido a sua maior temperatura de queima. Enquanto
estes combustíveis líquidos inflamam em temperaturas
situadas entre 200 e 300°C, o GNV só queima a 600°C.
No que diz respeito ao armazenamento do GNV, os cilindros de
alta pressão utilizados são resistentes a choques,
colisões e ao impacto de projéteis de armas de
fogo.
O teste de ruptura
destes cilindros é realizado a 650 kgf/cm², mais
do triplo da pressão normal de uso, que é de 200
kgf/cm².
Outro componente importante
do sistema de armazenamento são as válvulas dos
cilindros. Elas possuem dispositivo contra excesso de fluxo,
interrompendo a passagem do GNV, caso ocorra alguma anomalia
no sistema de distribuição que eleve de forma
anormal o volume de gás que está saindo do cilindro.
Com isso, casos de
vazamento ou rompimento de algum componente são imediatamente
detectados com a interrupção da saída do
GNV dos cilindros.
A segurança
na utilização do GNV aumenta ainda mais quando
o consumidor executa a conversão de seu veículo
em uma oficina devidamente homologada pelo INMETRO.
Motores
com GNV - Facilidades da manutenção
Devido à característica
de combustão do GNV, sua queima acontece a 600°C
na câmara de combustão, enquanto o álcool
e a gasolina queimam no máximo a 300°C, a detecção
de eventuais problemas no motor é mais fácil e
imediata. Esta maior necessidade de calor para efetuar uma boa
queima, denuncia qualquer problema com velas e cabos que gerem
uma faísca pobre.
Em motores com combustível
líquido (gasolina/álcool) esta observação
não é tão imediata e somente um especialista
com boa aparelhagem consegue identificar estes problemas que
no caso do GNV tornam-se evidentes até mesmo para os
pouco experientes na manutenção de motores.
A manutenção
do veículo deve seguir a prevista pelo fabricante do
veículo, com atenção especial a velas,
filtro de ar e ponto de ignição.
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